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História da dor

A dor é um fenômeno subjetivo e, pelo menos até hoje, não foi encontrado um instrumento objetivo de mensuração, como ocorre com a temperatura, pressão arterial e outras variáveis biológicas

A dor não é algo que possa ser ignorado. No Brasil, não existem dados concretos sobre a questão, mas, segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), de maneira geral, trata-se da reclamação física mais comum entre as pessoas que procuram serviços de saúde. Ao menos 30% das pessoas sofrem de dores uma vez na vida. No mundo, entre 7% e 40% da população sofre com dores crônicas, o que faz com que mais da metade fique temporariamente ou permanentemente impedida de trabalhar.

A dor sempre foi uma das grandes preocupações da humanidade. Existem registros gráficos pré-históricos e vários documentos escritos posteriormente tratando das causas e dos procedimentos destinados ao seu controle nas mais variadas regiões do mundo. A interpretação das dimensões da dor variou de acordo com cada sociedade e com o momento histórico em que esta se encontrava.

Apesar de estar inserida em uma categoria universal, a dor não é expressa do mesmo modo em todas as culturas e, talvez, não seja sentida de forma idêntica por todos os indivíduos. O alcance da dor varia não somente de uma pessoa para a outra, mas, também, de acordo com sua cultura, independentemente de questões anatômicas e fisiológicas. A dor parece ter fundamento cultural e social.

O interesse universal pela dor levou à fundação, em 1973, da International Association for Study of Pain (IASP), maior organização multidisciplinar do mundo, com mais de 6500 membros em 114 países, e que tem por objetivo principal a investigação e o tratamento da dor. A IASP define dor como "uma experiência sensorial e emocional desagradável, que é associada ou descrita em termos de lesões teciduais".

Existem vários tipos, causas e tratamentos para a dor, porém, é fundamental entender que ela não representa apenas a lesão de um determinado órgão e a sensação por ela causada. Existe todo um aparato no sistema nervoso para modular e controlar o fenômeno doloroso. Daí o fato de, em determinadas ocasiões, nós termos uma lesão de um órgão e não sentirmos a dor naquele momento, mas posteriormente.

Outro aspecto que deve ser levado em conta é o fenômeno emocional da questão. Isso faz com que, ao sentirmos uma dor, progressivamente passemos a ter sofrimento e, caso ela não melhore, é ocasionando o chamado comportamento doloroso. Nessa situação, o foco de vida da pessoa passa a ser a dor.

A dor através dos tempos

Na Mesopotâmia a dor e as doenças eram consideradas castigos divinos ou decorrentes da possessão por espíritos malignos, razão pela qual se isolava o doente para sua purificação. No código de Hamurabi estavam descritos os tratamentos para o tratamento da dor, sendo um dos mais comuns o uso de perfurações cranianas para "liberar os espíritos".

Para a cultura judaico-cristã a experiência dolorosa era o produto de um castigo divino e, portanto um sinal de pecado.

Os egípcios acreditavam que a causa da dor estava na possessão de deuses ou espíritos. A historia da pratica médica egípcia está descrita em sete papiros, entre os quais o papiro de Georg Ebers de 1550 a.C. é o mais extenso e que contempla descrições de varias doenças,os tratamentos médicos, encantamentos e feitiços. Há evidencias de que os egípcios também buscaram outras explicações além das causas divinas para a causa das doenças.

Na Índia, a doença era uma conseqüência da possessão por um demônio ou fruto de algum pecado que o doente tivesse cometido em uma vida passada. Acreditavam também que a sensação de dor era transmitida a partir do coração através dos vasos sangüíneos.

De acordo com a antiga cultura chinesa a dor era causada por um desequilíbrio entre o Yin e Yang, duas forças internas que regem o corpo e que representam o frio e o calor, o feminino e o masculino, a fragilidade e a força.

Os povos pré-colombianos utilizavam religião, magia e plantas para controlar a dor e as doenças. Os astecas utilizavam a mandrágora durante as intervenções.

Na Grécia da época de Hipocrates, acreditava-se que fatores como o clima, o ambientes, a dieta e o trabalho poderiam provocar o desequilíbrio dos humores: sangue, flegma, bile amarela e bile negra, causando doenças. Cabia ao médico prestar assistência ao doente e utilizar produtos naturais e ópio para alívio da dor.

Foi com Galeno e o avanço da fisiologia e anatomia que se constatou que o cérebro era o centro das sensações e que o cérebro se conectava ao corpo através dos nervos.

Maiores avanços ocorreram nesta área entre os séculos XVI e XVII, colaborando para uma maior compreensão e tratamento do fenômeno doloroso.

O uso da amapola Papaver somniferum se remonta aos médicos árabes que foram muito versados em suas aplicações. Em 1540 Paracelso introduziu os opióides no continente europeu como um remédio de grande eficácia e utilidade.

Aparentemente o homem primitivo apenas entendia a dor causada por objetos externos, porém não a advinda de problemas internos. Assim, compreendia que o alivio da dor podia ocorrer com a retirada dos objetos externos que haviam causado a dor (flechas). Há evidencias de que realizavam perfurações no crânio para expulsar os maus espíritos que causavam dor de cabeça.
 Nos textos cuneiformes da Mesopotâmia, nos papiros do Egito, nos documentos da Pérsia e da Grécia são encontradas referências sobre as causas da dor e seu tratamento. Os indianos consideravam o coração o centro das sensações dolorosas. Em torno de 1300 a.C. os egípcios passam a produzir e comercializar o ópio, utilizado com finalidade analgésica, na região mediterrânea.
Mas, sem dúvida nenhuma, foram os gregos que passaram a interpretar a dor de uma forma mais adequada.
 Acredita-se que o nepente, mencionado na Odisséia de Homero como a droga do esquecimento, possuía ópio na sua composição.
Da antiguidade, existe uma famosa frase, ora atribuída ao grego Hipócrates (460-377 a.C), o Pai da Medicina, ora a Galeno (131-200 d.C): "Sedare dolorem opus divinum est" (amenizar a dor é obra divina), que demonstra a importância do alívio da dor na prática médica.
 Arateus da Capadócia, que viveu em Roma durante o século I d.C., organizou um manual de instruções em que são apresentadas as causas e os sintomas de doenças agudas e crônicas e seus tratamentos. A dor de cabeça seria causada pelo frio e pela umidade e foi considerada cefalgia, quando incidental e quando tinha curta duração, e cefaléia quando durava vários dias ou recorria periodicamente.
Entre os séculos IX e XVI floresceu a civilização islâmica. A escola árabe foi responsável pelo estabelecimento das ciências farmacêuticas e químicas, fundamentais para o tratamento da dor. Eles passaram a usar diversas misturas analgésicas, para alívio de dores e procedimentos cirúrgicos.
 Já na Idade Média, na Europa, passou-se a se usar o salgueiro, planta que contém salicilina, para alívio da dor. Esta substância, no século XIX, passou a ser base para a obtenção do ácido acetilsalicílico (princípio ativo de Aspirina®).
Com a descoberta da América, novas substâncias analgésicas passaram a ser utilizadas, ressaltando-se a folha de coca.
 A partir do século XVII, passou-se a valorizar a observação cuidadosa dos fatos e a utilização de modelos matemáticos para a ciência. Essas idéias evoluíram para o aparecimento do modelo científico atual trazendo enorme desenvolvimento para o conhecimento e tratamento da dor. No século XIX, a síntese do ácido acetilsalicílico representou um enorme avanço para os analgésicos e antiinflamatórios.

Outro grande avanço que ocorreu no século XIX foi o surgimento da anestesia, graças aos trabalhos de Horace Wells e William Thomas Morton.

O século XX e esse início do século XXI acrescentaram ao conhecimento científico grandes informações sobre a dor.


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    Última atualização: 12/04/2013
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  • Aspirina®: ácido acetilsalicílico
    Reg MS 1.7056.0020.
    Indicações: alívio sintomático de dores de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta, dor menstrual, dor muscular, dor nas articulações, dor nas costas, dor da artrite e alívio sintomático da dor e da febre nos resfriados ou gripes.
  • Aspirina® C: ácido acetilsalicílico, ácido ascórbico
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    Indicações: alívio sintomático da dor de cabeça, dor de dente, dor provocada por inflamação da garganta, dor muscular, dor articular, dor nas costas, e para o alívio sintomático da dor e da febre causadas por gripes e resfriados.
  • CafiAspirina®: ácido acetilsalicílico, cafeína
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    Indicações: dor e enxaqueca.

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