Tudo sobre dor
Segundo estimativa do
Journal of the American Medical Association, a perda ou diminuição da produtividade decorrente de dores representam mais de US$ 61 bilhões todos os anos. Mas, afinal, por que sentimos dor?
Essa é uma das perguntas mais comuns feitas por pessoas que sentem dor. E não é fácil de ser respondida. Sabemos que as dores são normalmente algum tipo de alerta do nosso organismo para nos informar que algo está errado. Desta forma, é importante não só aliviar a dor, mas principalmente tratar a causa.
Como a dor se desenvolve
A dor é uma experiência subjetiva e emocional que varia, portanto, de acordo com a ocasião e a pessoa. O estado psicológico desempenha um papel muito importante: é bem provável que uma injeção doa menos se não olharmos ela sendo aplicada do que ao encararmos realmente a agulha se aproximando.
Os mecanismos da dor não estão ainda completamente esclarecidos, pois trata-se de um processo complexo que envolve muitos receptores, vias nervosas e mediadores químicos. E a cada dia novas hipóteses são investigadas.
Para que a sensação de dor seja percebida é preciso que esta informação chegue até o sistema nervoso central. Para tanto é preciso a ativação de alguns receptores, chamados nociceptores. Quatro tipos de estímulos ativam esses receptores: elétricos, mecânicos, químicos e térmicos.
Algumas substâncias agem aumentando a sensibilidade dos nociceptores. É o caso das prostaglandinas, que são liberadas quando um tecido sofre uma lesão, seja um trauma mecânico, uma infecção ou até mesmo uma queimadura solar, por exemplo. Após sofrer a ação dessas substâncias, os nociceptores ficam mais sensíveis a qualquer estimulo, por menor que seja exacerbando a sensação dolorosa.