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  • A primeira visita ao estádio de futebol a criança não esqueceleia mais [+]

    O futebol é o esporte mais praticado no país e está sempre associado à diversão. A modalidade parece ser uma paixão que nasce com os brasileiros. São 90 minutos que parecem mágicos, nada mais importa, toda a emoção é extravasada. E é essa euforia que contagia as crianças e torna a primeira ida a um estádio de futebol um momento tão inesquecível.

    Essa emoção é capaz de estreitar vínculos e aproximar pais e filhos, que se sentem unidos por um mesmo objetivo: torcer pelo time preferido. É o desenvolvimento de uma paixão, possivelmente a primeira da vida da criança. Algo pelo qual elas riem, mas também choram e começam a entender que nem tudo na vida é como gostariam que fosse. Neste momento, os pequenos também aprendem a conviver com sentimentos como ansiedade, desejo e felicidade, além de lidar com suas preferências.

    "A criança aprende que a torcida não traz apenas alegrias. O esporte, em si, também pode ensinar diversos valores, como disciplina, treinamento, concentração, trabalho em equipe, organização, planejamento, estratégia, entre outros", explica Cristiane Marconi Costa, especialista em psicologia do esporte, psicologia comportamental e cognitiva.

  • Como nasce a paixão pelo futebolleia mais [+]

    Todo garoto, quando nasce, costuma ganhar uma bola de futebol. O esporte envolve o imaginário dos pais e das crianças que, quem sabe um dia, podem se tornar grandes jogadores, assim como aqueles a quem estão assistindo.

    Elvis Henrique Martuchelli, designer gráfico e digital, conta que o futebol sempre esteve presente em sua vida. Vestia o uniforme do time para o qual o pai torcia, fazia parte de um time, jogava depois da aula com os amigos do condomínio e ia sempre aos estádios. Aos 11 anos escolheu o time do coração.

    Quando o filho nasceu, a introdução da paixão pelo time foi natural. "Nos primeiros meses de vida ele já usava roupas do seu time e assistia aos jogos na TV comigo. Creio que, assim, ele entendeu essa paixão. E, por ironia do destino, ele nasceu num momento crítico do time, o que nos deixou mais apaixonados ainda", revela o designer.

    Martuchelli levou o filho Pedro (que hoje está com 3 anos) ao estádio pela primeira vez aos 2 anos e meio, num jogo do Campeonato Brasileiro de 2009. Segundo ele, um momento difícil, em que o seu time precisava subir muito na tabela para conquistar o título.

    "Ele ainda não tem idade para jogar, mas brincamos muito com bolas, bexigas, meias enroladas e qualquer coisa que seja redonda", diverte-se o pai. Ele conta ainda que, ao sair na rua, o filho já reconhece quando alguém veste a camisa do time do coração e chora quando as camisetas dele estão lavando.

  • Como planejar a primeira visita da criança ao estádio leia mais [+]

    Pensar na segurança é o primeiro ponto para não ter surpresas desagradáveis. O segundo é planejar detalhes como horário, ingressos, lanches, como chegar ao local etc. Como crianças são atraídas pelos alimentos, alimentos se atraem, é preciso ir preparado. Frutas, sucos naturais e sanduíches são boas pedidas. No local, sempre é possível comprar água mineral, refrigerantes, doces e pipoca. Além disso, é importante estar presente e atento a cada descoberta e se divertir junto com a criança.

    Alguns dias antes do jogo, avise a criança de que ela assistirá o time do coração ao vivo. "Converse sobre as expectativas dela e como será o grande dia. Mas não faça isso com muita antecedência, pois, dependendo da idade, pode acontecer do pequeno ficar muito ansioso, sonhando e esperando o dia chegar", aconselha Cristiane Costa, psicóloga do esporte.

    De acordo com o designer Elvis Martuchelli, a principal preocupação dele ao levar o filho ao estádio foi a de que não fosse um jogo de grande rivalidade, devido ao que pode acontecer em clássicos, como brigas de torcidas. A partida foi escolhida a dedo: um jogo bom, daquele que o adversário fosse combativo. "A parte ruim foi que o time perdeu feio, mas meu filho se divertiu muito", relembra Martuchelli.

    O designer deixa a dica: durante os campeonatos (estaduais ou nacionais), escolha horários estratégicos para a criança (entre 16h ou 17h), pois terminam cedo e não altera a rotina dos pequenos. "Escolha jogos de pouca rivalidade entre torcidas, não tenha medo, leve seu filho. Com certeza vai ser uma lembrança boa para ele e para você", afirma o pai torcedor, que espera ansiosamente para assistir aos jogos da Copa juntos, só que desta vez pela TV. "Pretendo também dar uma camiseta da seleção para ele", planeja Martuchelli.

  • Quando os pais torcem por times diferentes ou a mãe não é torcedoraleia mais [+]

    Se a mãe não é torcedora, não adianta ir ao estádio só para satisfazer a criança. Se forçar a barra, pode acontecer de se irritar com alguma coisa e transformar o grande dia em algo nem tão agradável assim. Agora, se a mulher quer muito estar presente neste momento na vida do filho, com certeza estará vivenciando cenas inesquecíveis junto da família, mesmo porque, além de ser um momento único entre a criança e os pais, envolve a cultura do país.

    O designer Elvis Martuchelli conta que a mãe de seu filho Pedro preferiu ficar em casa, pois não é torcedora, mas concordou que o pai levasse o filho, com as clássicas (e necessárias) recomendações: deixar o celular sempre ligado, ter atenção total com a criança e não esquecer de verificar a fralda. "Conselhos de mulher e de mãe", comenta. Martuchelli acredita que a presença da mãe seria legal para a criança, como em qualquer outra atividade entre pais e filhos, mas respeita a vontade dela.

    Agora, quando os pais são torcedores de times adversários, é importante deixar que a criança escolha por si própria o clube para o qual irá torcer. "Os pais não devem fazer chantagens com os filhos para que torçam por determinado clube. É importante para a criança saber que é amada independentemente de suas escolhas", orienta a psicóloga do esporte Cristiane Costa.


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